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A FEI de Dressage recomenda vivamente que todos os atletas devem usar capacete Imprimir E-mail
Dicas Médicas

Comité de Dressage da FEI publicou uma recomendação sobre o uso de capacetes de proteção. A FEI de Dressage recomenda vivamente que todos os atletas devem usar capacete de segurança devidamente ajustados nos treinos e na competição.

O Atleta as vezes é ejetado com a mesma velocidade  e energia (pode ter lesões  semelhantes aquela ejetada do automóvel). Lembrando a primeira Lei do movimento de Newton afirma que um corpo em repouso permanecerá em repouso e um corpo em movimento permanecerá em movimento, a menos que  algo atue sobre ele. Na queda o impacto com um objeto interrompe o movimento do tronco e da cabeça.

Usar o capacete é uma decisão pessoal que a ser tomada deve ser posta em prática de forma adequada. Na realidade, omitir-se na utilização desse equipamento revela desleixo na sua própria segurança. Variadas são as alegações apresentadas para justificar-se a sua não utilização, tais como: muito calor ; atrapalha a visão; despentea o cabelo, sou profissional etc.

Um capacete mal colocado pode ser pior que nenhum capacete. Usar capacete, colete, etc, deve servir um propósito ter uma razão- Segurança.
 
Qualquer capacete que tenha sofrido choques e/ou danos deverá ser substituido. A integridade da sua estrutura (que supostamente absorve alguma da energia ) é essencial para que o capacete possa desempenhar a função para a qual foi, supostamente, desenhado.

Considerando que se opta por usar capacete, deve ter-se em atenção o seguinte:


As presilhas não devem estar largas( frouxas). As presilhas devem estar justas e sempre apertadas ( 1 cm de folga, quase incomodando).


Com as presilhas mal ajustadas o capacete pode cair para trás. Ou pode cair para a frente.Se o capacete cair para trás pode funcionar como estrangulador.


Se o capacete não for do tamanho certo ou se estiver mal regulado, acaba a dançar na cabeça e não desempenha a função dele…


Andei pesquisando sobre acidentes envolvendo motociclistas e encontrei diversos estudos realizados.Vou tentar condensar e resumir o que li nesses trabalhos. Ainda com base nos dados apresentados, 28% dos acidentados não estavam  usando capacete. Com alguns relatos de morte.


A maioria dessas mortes, cerca de 95%, terá como causa o trauma encéfalo-craneano. (TCE): relata que as forças de aceleração-desaceleração recebidas no momento do impacto causam a maior parte das lesões cerebrais produzidas no traumatismo crânio-encefálico fechado. Quando, por exemplo, devido à aceleração anterógrada, a cabeça se choca em alta velocidade, a inércia leva o cérebro gelatinoso para frente, lesando as estruturas tanto sobre o ponto da lesão quanto do pólo oposto, a 180 graus de distância (contra-golpe). Nestas circunstâncias, a presença ou ausência de uma fratura é relativamente irrelevante; o que conta contra o paciente é o grau com que as forças implosivas-explosivas produziram a lesão capilar e neuronal no cérebro (lesão de pequenos vasos e nervos), energia cinética (EC = metade  da massa(peso)  vezes o quadrado da velocidade) e resultante dos intensos movimentos rotacionais no momento do traumatismo, e quanto da substância branca sofreu cisalhamento.
 

Considerando que o número de pessoas que se envolve em acidentes estando de capacete é muito superior ao dos que não o usavam, concluíram  que usar o capacete é quase 300% mais seguro que não o usar.


Com esta campanha de concientização  http://www.usef.org/_IFrames/newsdisplay/viewPR.aspx?id=5838, resumi também algumas observações feitas: Utilizando um capacete irá diminuir consideravelmente a chance de você ser um dos cerca de 12.000 cavaleiros que visitam salas de emergência a cada ano como resultado de ferimentos na cabeça sofridos enquanto praticam  equitação.
 

A qualidade dos capacetes de hoje deixa nenhuma desculpa para não usar um enquanto equitação. Há 20 anos os capacetes não eram tão bons como são hoje.  E há 100 anos atrás, tudo o que tinhamos  era um chapéu de vaqueiro.
 

Hoje, por causa de grandes saltos na tecnologia existem capacetes que não são apenas confortável, mas também asseguram a ventilação e, o mais importante proteger a cabeça e o cérebro.  A realidade é que os capacetes são surpreendentemente eficazes, reduzindo os ferimentos na cabeça em até 80%.  No Hipismo  alguns atletas estão se movendo para superar a resistência natural e compreensível para o uso de  capacetes de proteção'.
Dia da Consciência Nacional é um passo importante na aceitação do capacete.

A responsabilidade dos profissionais para estabelecer um exemplo para os jovens e / ou atletas amadores, vestindo capacetes: Precisam dar o exemplo. Além de mostrar que se não estão preocupados com a sua segurança, quisa a do seu aluno.....

Os ferimentos mais comuns encontrados foram : no tórax  54% (81), cabeça de 48% (72) e no abdômen de 33% (22). craneo (18%), extremidades (17%), coluna (17%) e pelve (15%) das fraturas foram bastante iguais. Medular (6%) e pescoço (1%) lesões eram raras.

A maioria dos pacientes foram lançados a partir de ou caiu do cavalo (60%). 16% queda e em 12% foram chutadas ou pisados. O restante foi ferido por uma variedade de mecanismos. Os entrevistados acreditavam que o cavalo estava "assustado" em 35% ou não plenamente formado em 27%. mau temperamento do cavalo foi relatado em 15% e 12% dos cavalos envolvidos simplesmente cairam. Falha do equipamento (6%) e cavaleiro inexperiência (5%) foram raras.

Em  um grupo experiente (média de 27 anos de experiência) que possuíam seus próprios cavalos. uso de capacete foi pouco freqüente (9%).  47% admitiram a mudar suas práticas de equitação, como resultado de seus ferimentos.

A dificuldade com os números é que até 96% das lesões equestre nunca são hospitalizadas e muitas ou não procuram um atendimento médico, ou não são feito diagnóstico . A baixa taxa de admissão hospitalar (0.49/100 hora de equitação), sugere a natureza benigna dos muitos ferimentos (hematomas, arranhões, etc) e uma possível falta de reconhecimento por ambos os cavaleiros  e pessoal de ""emergência"" do significado aparentemente menores lesões na cabeça.

Apesar do fato de que o trauma de tórax (58%) ultrapassado ferimentos na cabeça, em números, todas as mortes foram secundárias a ferimentos na cabeça(48%). Isso apóia a tese de que a prevenção de morte em cavaleiros ou  amazonas  equivalem à prevenção de traumatismo craniano. Em alguns sites de hipismo poderão encontrar algo sobre concussão cerebral ( talvez você já passou por isso).
 

Caríssimos, perdoem-me por  expô-los à crueza das estatísticas. Mas assim o fiz porque os estimo muito! Um abraço a todos e lembrem-se: basta a menor distração, o menor descuido, para nos tornarmos parte dessas trágicas estatísticas.
Capacete vista esta idéia.


Dr. Marcos Korukian
Mestre em Ortopedia e Traumatologia
 

 

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